A história da colônia finlandesa de Penedo
12 min de leitura
O que a Finlândia foi fazer no meio da Serra da Mantiqueira, a quase 12 mil quilômetros de casa?
A resposta curta é esta: em 1929, um grupo de imigrantes finlandeses comprou uma antiga fazenda de café e tentou criar uma comunidade vegetariana, organizada segundo regras bastante rígidas.
O plano não funcionou como havia sido imaginado. Muitos colonos foram embora, a terra não produziu o que se esperava e a colônia acabou sendo desfeita.
Mas a história não terminou aí. As casas dos colonos viraram pensões, os bailes começaram a atrair visitantes, o artesanato nasceu do interesse dos hóspedes e Penedo aprendeu a viver de receber pessoas.
A vila que você visita hoje nasceu dessa transformação.
Em poucas linhas
- Antes dos finlandeses, Penedo fazia parte de uma região de produção de café baseada no trabalho escravizado.
- Quando a colônia foi fundada, em 1929, a terra já estava desgastada e a antiga fazenda estava endividada.
- Toivo Uuskallio queria criar uma comunidade vegetariana autossuficiente nos trópicos.
- A comunidade não durou como projeto fechado, mas deixou uma herança que continua visível na sauna, nos bailes, no museu, na arquitetura e na hospitalidade de Penedo.
Antes dos finlandeses, havia uma fazenda de café
Em 1929, os imigrantes finlandeses não compraram uma terra virgem. Compraram uma fazenda de café falida.
Essa falência ajuda a entender tudo o que aconteceu depois.
No século XIX, o vale de Resende fazia parte de uma das grandes regiões produtoras de café do Brasil. O município tinha pequenos e médios proprietários, além de fazendas maiores. O censo de 1872 registrou 9.437 pessoas escravizadas em Resende, quase um terço da população local.
A Fazenda Penedo esteve entre as propriedades associadas a Maria Benedita Gonçalves Martins, conhecida como a Rainha do Café. Ela administrou várias fazendas na região e também financiou obras importantes em Resende, como a Santa Casa, o teatro e iniciativas de educação.
O plantio mais cuidadoso em encostas acompanha as curvas do terreno, com fileiras quase horizontais. Isso diminui a velocidade da água da chuva e ajuda a conservar a terra.
Na Fazenda Penedo, porém, o café era plantado em fileiras verticais, do topo do morro até a base. A escolha facilitava a fiscalização do trabalho escravizado: do alto, o capataz conseguia enxergar todos os trabalhadores de uma só vez.
Mas esse desenho transformava cada fileira em um canal. Quando chovia, a água ganhava velocidade, abria sulcos e descia carregando a camada superficial, onde estavam os nutrientes. Esse processo, chamado lixiviação, deixou o solo cada vez mais pobre.
A mesma técnica usada para vigiar o trabalho escravizado acabou contribuindo para arruinar a terra.
Em 1885, a Fazenda Penedo ainda aparecia entre as maiores produtoras do município. Treze anos depois, foi tomada por um banco porque a dívida garantida pela propriedade não havia sido paga. Depois disso, mudou de dono quase a cada seis anos, quase sempre com prejuízo.
É importante fazer uma distinção. A Abolição, em 1888, não foi sozinha que arruinou a fazenda. A terra já vinha se esgotando desde décadas antes.
A produção de café do estado do Rio de Janeiro havia atingido o auge em 1882, e a região de Resende já enfrentava perda de fertilidade, falta de crédito e dificuldade para financiar uma nova produção.
A escravidão acabou e revelou a fragilidade de um sistema que já estava em colapso.
Quando os finlandeses chegaram, a terra estava barata porque estava gasta.
Quem foi Toivo Uuskallio?

Toivo Uuskallio nasceu em 1891, na Carélia finlandesa, em uma família de agricultores. Estudou agronomia na Alemanha e ficou conhecido por transformar uma propriedade arruinada em uma fazenda modelo.
Ele teve tuberculose, foi internado e se recuperou depois de mudar radicalmente sua alimentação. Deixou de comer carne, açúcar e café. A partir dessa experiência, passou a acreditar que a alimentação natural do ser humano deveria ser baseada em frutas e nozes.
Também concluiu que a Finlândia, com seu inverno longo, não era o lugar ideal para esse modo de vida. Em 1925, teve um sonho que interpretou como um chamado para procurar uma terra quente nos trópicos.
Uuskallio não era o único finlandês interessado em comunidades ideais. No começo do século XX, existia uma corrente de jovens que sonhava com novas formas de viver, longe das guerras e do consumo exagerado da Europa.
O caminho até Penedo foi inesperado.
Uuskallio falava alemão. Ao chegar ao Rio de Janeiro, em 1927, procurou o Mosteiro de São Bento e conseguiu trabalho em uma fazenda administrada pelos monges, perto de Barra Mansa.
Foi ali que ouviu falar de uma fazenda chamada Penedo.
Depois, hospedou-se em uma pensão de um casal alemão em Itatiaia. O próprio dono da pensão avisou que a Fazenda Penedo estava à venda.
Antes de decidir, Uuskallio visitou dezenas de fazendas em quatro estados. Recusou a Amazônia por considerá-la perigosa demais, o Espírito Santo por causa do relevo e São Paulo por causa das geadas.
Em novembro de 1928, escreveu para a Finlândia dizendo que havia encontrado o lugar.
O que os finlandeses compraram?
A escritura foi registrada em 28 de janeiro de 1929, no Rio de Janeiro. Por isso, essa é a data oficial de fundação da colônia.
Não foi o dia em que todos os colonos chegaram. Foi o dia em que a fazenda mudou oficialmente de dono.
A propriedade tinha mais de três mil hectares, pastos, áreas de mata, casas, barracões, moinho, estábulos e cerca de 300 cabeças de gado. Uuskallio, por ser vegetariano, recusou os animais para criação e ficou apenas com alguns bois usados no transporte.
A escritura já mostrava que o ciclo do café havia acabado. Onde antes havia cafezais, agora apareciam pastos e vegetação que havia crescido depois do abandono da lavoura.
No terreno inteiro havia apenas duas moradias principais: a casa grande da fazenda, hoje conhecida como Casarão, e a antiga senzala, o prédio onde haviam sido mantidas pessoas escravizadas.
A senzala não estava vazia. Depois da Abolição, famílias de trabalhadores brasileiros continuaram vivendo ali, como aconteceu em muitas propriedades da região.
Eva Hildén, que chegou a Penedo com seis anos, escreveu sobre visitar aquela casa e observar crianças e senhoras idosas que fumavam cachimbo.
Uma mulher de setenta anos em 1929 havia nascido por volta de 1859. Portanto, provavelmente havia nascido escravizada.
A antiga senzala era um lugar onde dois períodos da história brasileira continuavam convivendo fisicamente. Essa continuidade quase nunca aparece nas versões mais turísticas da história de Penedo.
Como funcionava a utopia finlandesa?

Utopia é o nome dado a uma comunidade ideal, planejada para funcionar de acordo com princípios considerados perfeitos.
O projeto de Uuskallio era detalhado e rígido.
Havia um plano para construir 250 lotes. Cada família teria uma casa, uma área para cultivo e outra área de floresta. As casas seriam quadradas, divididas em quatro partes iguais.
Não havia previsão de construir um templo.
Para entrar na colônia, era preciso responder a um questionário com cerca de setenta perguntas. O candidato precisava falar sobre vegetarianismo, abstinência de álcool e cigarro, saúde e até o tom da própria voz, porque a comunidade pretendia manter um coro.
A bagagem era limitada a sessenta quilos.
O projeto também previa uma estrada reta, que sairia da porta do Casarão e seguiria até a estação de trem de Marechal Jardim. A estrada completa nunca foi construída porque era difícil atravessar o rio.
Mas parte do traçado continua existindo.
É a Avenida das Mangueiras, a principal avenida de Penedo. Quem caminha por ela está andando sobre o desenho de uma utopia que não conseguiu se completar.
A vida cotidiana tinha coros masculino, feminino e misto, ginástica aos domingos, danças tradicionais e apresentações em teatros de Resende.
Também havia contradições.
Em 1933, a colônia vegetariana e abstêmia organizou um carnaval e elegeu uma rainha. Os colonos também mantinham lugares clandestinos onde se reuniam para beber café.
O contrabando da utopia era cafeína, justamente em uma antiga fazenda de café.
Por que o plano não deu certo?
Em 1929, chegaram 139 finlandeses. No ano seguinte, cerca de cem já haviam retornado para a Finlândia. Permaneceram aproximadamente quarenta.
Depois vieram mais 24 pessoas em 1930, outras 17 em 1931 e apenas uma em 1932.
Foi embora mais gente do que ficou, e isso aconteceu rapidamente.
A guerra não foi a principal causa do fracasso. O problema começou dentro da própria organização da colônia e na relação com a terra.
Pelo plano original, cada família receberia um lote de 14 hectares, pago em dinheiro ou com trabalho nas obras coletivas. Os colonos cumpriram os dois anos de trabalho previstos, mas a escritura da propriedade continuava no nome de Uuskallio.
Ele não transferia os lotes para as famílias.
Um grupo de colonos reagiu, demarcou as próprias áreas e começou a construir em seus terrenos. A partir daí, as regras da comunidade ficaram menos rígidas.
O fim formal veio em 1942.
Endividado em três vezes o valor original da compra, Uuskallio vendeu três quartos da fazenda a uma empresa suíça que pretendia cultivar plantas medicinais.
A venda quitou a hipoteca. Só então cada família conseguiu comprar oficialmente, com escritura própria, a terra onde já morava e trabalhava havia mais de dez anos.
Enquanto a colônia existiu como um projeto único, no papel toda a terra pertencia a um homem só. Foi preciso o projeto acabar para que cada família se tornasse dona do próprio terreno.
Como a hospedagem nasceu em Penedo?

A hospedagem em Penedo começou cedo e nasceu da necessidade.
A lavoura não pagava as contas. Ao mesmo tempo, os colonos estavam deixando o Casarão para construir as próprias casas.
Sobrou espaço na casa grande da fazenda.
E o espaço virou hotel.
Ainda nos anos 1930, o Casarão passou a funcionar como pousada, administrado por um casal de hoteleiros vindo da Finlândia. A primeira diária custou dez mil réis. O primeiro elogio registrado dos hóspedes foi para a limpeza.
Depois, as próprias casas dos colonos começaram a receber visitantes. Essas casas passaram a ser chamadas de pensões, nome que continuou sendo usado na região.
Também é importante observar quem estava à frente dessas primeiras hospedagens.
As quatro pensões que deram origem à hotelaria de Penedo levavam nomes de mulheres: Dona Siiri, Helmi e Vivi, Dona Lydia e Dona Liisa.
Dona Liisa era Liisa Uuskallio, mulher de Toivo. Foi ela quem abriu a primeira hospedagem e continuou administrando uma pensão por vários anos.
Naquela época, chegar a Penedo era uma viagem longa.
A reserva era feita por carta, porque telefone praticamente não existia. O hóspede vinha de trem, levava cerca de seis horas saindo do Rio de Janeiro e um pouco mais saindo de São Paulo.
Desembarcava na estação de Marechal Jardim e fazia o último trecho de charrete. Quando não havia charrete, seguia de carro de boi.
As férias duravam duas semanas e incluíam pensão completa, como era comum naquele período.
Os finlandeses também usavam a estação para escoar a produção de mudas de laranjeira. Eram mudas produzidas pelos próprios colonos e enviadas dali para os laranjais da Baixada Fluminense.
Mais tarde, a mesma estação passou a receber os primeiros hóspedes.
A estação serviu tanto à tentativa econômica que fracassou quanto à atividade que acabou dando certo.
Como o Clube Finlândia surgiu?
A colônia tentou encontrar várias formas de continuar vivendo da terra.
Primeiro vieram as hortaliças. Depois, os finlandeses passaram a produzir mudas de laranjeira. Mais de um milhão de mudas foram vendidas em cinco anos para os laranjais da Baixada Fluminense.
A guerra entrou nessa história de forma indireta. Quando a Europa deixou de comprar laranjas da região, os produtores pararam de comprar mudas. O negócio dos finlandeses acabou junto.
Então vieram as galinhas.
Para comprar ração no atacado, os colonos formaram uma cooperativa informal que eles mesmos apelidaram de “homens de ovos”.
Eles precisavam de um galpão para armazenar ração e outros produtos. Construíram o espaço em mutirão, com dinheiro arrecadado pela venda de korvapuusti, um pão doce finlandês enrolado com canela.
O terreno foi doado por um colono com uma condição: seu aniversário deveria ser comemorado ali todos os anos.
O galpão ficou bonito demais para ser apenas um depósito.
Na noite de 23 de junho de 1943, véspera de São João, aconteceu ali um baile iluminado por lâmpadas de carbureto, um tipo antigo de iluminação a gás. Uma vitrola de corda tocou polcas e mazurcas, danças tradicionais europeias.
Era o começo do Clube Finlândia. O nome só seria adotado em 1952.
Poucos anos antes, naquele mesmo lugar, dançar havia sido proibido pela comunidade religiosa que vivia na colônia.
Nos anos 1950, os bailes de sábado começaram a atrair pessoas de Resende e Barra Mansa. Em 1960, a bilheteria foi usada para ampliar o salão.
Um relatório do próprio Clube resumiu o mecanismo:
É este clube que dá vida e movimento à localidade e atrai hóspedes para as pensões.
Como Penedo virou destino de viagem?
Duas mudanças aumentaram o número de visitantes.
A primeira foi a Rodovia Presidente Dutra, inaugurada em janeiro de 1951. A estrada trouxe o automóvel e criou um novo tipo de viagem: o fim de semana curto.
As pensões foram se ampliando para receber esse público.
A segunda mudança foi a chegada da rede elétrica, já nos anos 1970. Eva Hildén escreveu que a eletricidade foi o verdadeiro impulso para a hotelaria de Penedo.
A estrada trouxe as pessoas. A eletricidade permitiu recebê-las em outra escala.
O artesanato nasceu de maneira parecida.
As donas de casa faziam tapetes de tear para uso próprio. Os hóspedes viram, gostaram e quiseram comprar.
O primeiro souvenir de Penedo teria sido um tapete feito com saco de ração de galinha, tingido com anilina.
Foi o visitante que ajudou a criar o artesanato local.
Os finlandeses trouxeram a sauna para o Brasil?
Existe uma frase muito repetida em Penedo: a de que a primeira sauna do Brasil foi construída aqui, em 1929.
A história é um pouco diferente.
A primeira sauna do Brasil foi construída em 1928, na Pensão Walter, em Itatiaia, durante os oito meses em que o grupo finlandês ficou hospedado ali. O argumento que convenceu os donos foi que a senhora Walter sofria de paralisia reumática. O forno foi feito na oficina do Sr. Schubert, em Itatiaia.
A primeira sauna de Penedo veio no ano seguinte, em 1929. Foi montada aproveitando a estrutura de um pequeno curral no caminho do rio.
Aos sábados, o espaço era reservado às mulheres até as cinco da tarde. Depois, era usado pelos homens. O banho de sauna era acompanhado por mergulho no Rio das Pedras.
Como não havia bétula no Brasil, os colonos passaram a usar eucalipto.
A sauna não nasceu em Penedo, mas foi aqui que ela cresceu e se espalhou pelo Brasil. Depois da guerra, vários finlandeses de Penedo passaram a construir saunas e fornecer fornos para outras regiões.
Essa é a herança que continua presente quando alguém entra em uma sauna finlandesa hoje.
A história em uma linha do tempo
| Período | O que aconteceu |
|---|---|
| Século XIX | A região vive da produção de café baseada no trabalho escravizado |
| Décadas de 1860 a 1880 | O solo começa a perder fertilidade |
| 1888 | A Abolição encerra o trabalho escravizado |
| 1898 | A antiga fazenda é tomada por um banco por causa de uma dívida |
| 1927 | Toivo Uuskallio chega ao Brasil e começa a procurar uma terra para a colônia |
| 1928 | É construída a primeira sauna do Brasil, em Itatiaia |
| 28 de janeiro de 1929 | A escritura da Fazenda Penedo é registrada |
| 1929 | Chegam 139 finlandeses |
| 1930 | Cerca de cem colonos já haviam retornado à Finlândia |
| Anos 1930 | Começam as pensões no Casarão e nas casas dos colonos |
| Anos 1930 | Os colonos produzem e enviam mudas de laranjeira pela estação de Marechal Jardim |
| 1935 | A administração central da colônia começa a desmoronar |
| 1942 | Parte da fazenda é vendida e as famílias conseguem comprar seus próprios lotes |
| 1943 | O galpão de ração recebe o primeiro baile que daria origem ao Clube Finlândia |
| 1951 | A Rodovia Presidente Dutra é inaugurada |
| Anos 1970 | A chegada da rede elétrica amplia a hotelaria |
| 1982 a 1993 | Eva Hildén organiza o acervo que se transforma em museu |
| 1998 | É construída a Pequena Finlândia, voltada para o visitante |
Eva Hildén, a mulher que guardou a memória

Se essa história chegou até nós com tantos detalhes, isso se deve em grande parte a Eva Hildén.
Eva chegou a Penedo em 1929, com seis anos. Ela contava que, antes da viagem, assistiu ao leilão dos móveis da família. Chorou quando levaram uma luminária de flores azuis de que gostava e perguntou à mãe como conseguiriam enxergar à noite.
Ela guardou lembranças pequenas como essa durante toda a vida.
Eva cresceu entre a Finlândia e o Brasil. Durante a guerra, acabou fixando sua vida no país. Naturalizou-se brasileira e escreveu que o ponto alto de cada viagem ao exterior era voltar para o Brasil.
Nos anos 1960, Eva e o marido montaram uma loja de artesanato na estrada principal de Penedo. Depois, ela construiu no próprio jardim uma casa pequena para guardar e mostrar os objetos que a colônia havia trazido da Finlândia.
Esse espaço se transformou no Museu Finlandês Eva Hildén, aberto em 1982.
Eva costumava dizer que a peça mais importante do museu era ela mesma, porque gostava de explicar a história a quem chegava.
Em 1989, reuniu suas lembranças e fotografias no livro A Saga de Penedo. Em 1993, o acervo foi reinaugurado no anexo do Clube Finlândia.
Eva morreu em 1997. O museu continua levando seu nome.
A curiosidade dos visitantes transformou a memória de uma família em patrimônio de toda a vila.
O que dessa história você ainda pode encontrar em Penedo?
Duas experiências colocam o visitante dentro dessa história, em vez de apenas falar sobre ela.
A primeira é o Museu Finlandês Eva Hildén, no anexo do Clube Finlândia. O acervo tem mais de mil objetos, entre malas de madeira, bordados, utensílios, documentos e fotografias.
Não é um museu grandioso. Essa é justamente a sua força. O que está ali são objetos reais, muitos deles pequenos o bastante para caber na bagagem de sessenta quilos que cada família podia trazer.
Os horários podem variar ao longo do ano. Vale conferir antes de programar a visita.
A segunda experiência é o baile finlandês, no salão do Clube Finlândia.
É importante não confundir os espaços. O salão atual não é o antigo galpão de ração de 1943. O galpão original ainda existe, fechado. O salão maior foi construído depois e inaugurado em 1989.
Mesmo assim, o baile preserva uma continuidade rara. O baile começou em 1943, antes de Penedo se tornar um destino turístico.
A polca e a mazurca continuam sendo dançadas por pessoas que vivem na região.
A programação costuma acontecer no primeiro sábado do mês, mas o Clube pode alterar a data. Consulte a agenda no site do Clube Finlândia antes de contar com o baile.
A Pequena Finlândia pertence a uma camada mais recente dessa história. Construída em 1998, ela foi criada para receber visitantes e tornar mais visível a herança finlandesa de Penedo.
Um passeio pela história, a pé
A parte central de Penedo permite observar várias camadas dessa história em uma única caminhada.
Você pode começar pela Praça Toivo Uuskallio, em frente ao City Park, onde está o busto do fundador da colônia.
Depois, caminhar pela Avenida das Mangueiras. A avenida é reta porque foi planejada para chegar à estação de trem de Marechal Jardim. A estação não existe mais, mas o traçado da antiga ideia continua ali.
O Casarão fica na Rua das Palmeiras. Foi a casa grande da antiga fazenda, o lugar onde os primeiros colonos se alojaram e onde funcionou uma das primeiras hospedagens de Penedo. É uma propriedade privada, portanto a visita deve ser feita apenas por fora, salvo autorização.
No Largo Finlândia estão o Clube Finlândia e o Museu Finlandês Eva Hildén. A caminhada pode terminar na Pequena Finlândia, construída em 1998 e voltada para o comércio, o passeio e a experiência do visitante.
A Pequena Finlândia é uma camada mais recente da história. Ela não é a colônia original, mas ajudou a preservar e tornar visível uma herança que poderia ter desaparecido.
Por que essa história termina em quem visita?
Penedo não foi criado para receber turistas.
A colônia foi planejada para ser autossuficiente, com número limitado de lotes e regras para escolher quem poderia fazer parte dela.
Quando o projeto não conseguiu se sustentar pela agricultura, foi preciso abrir as portas.
As casas viraram pensões. Os bailes trouxeram visitantes. Os tapetes viraram artesanato. O chocolate, a sauna, a música e a arquitetura foram ganhando novos usos.
Aprender a receber foi o que permitiu que Penedo continuasse existindo.
Por isso, quando você caminha pela Avenida das Mangueiras, visita o museu, assiste ao baile, compra um artesanato ou se hospeda em uma casa da vila, não está apenas observando uma história antiga.
Está participando da forma como essa história continua.
O City Park fica na própria Avenida das Mangueiras, no coração de Penedo. A partir daqui, o Museu Finlandês Eva Hildén, o Clube Finlândia e a Pequena Finlândia podem fazer parte de uma caminhada. A recepção ajuda a confirmar horários e indicar o melhor caminho.
Cada afirmação deste texto veio de livros, trabalhos acadêmicos ou documentos de arquivo. A lista completa das fontes, incluindo o que ainda não sabemos, está em de onde vem a história que contamos.
O City Park Hotel fica no centro de Penedo, a poucos minutos a pé das principais atrações desta página. Se quiser usar o hotel como base para explorar tudo isso, entre em contato pelo WhatsApp ou reserve pelo site.
Continue explorando Penedo

O que fazer em Penedo em um fim de semana: roteiro de 2 dias
Do centrinho à Pequena Finlândia, do fondue às cachoeiras. Um roteiro real, feito por quem mora aqui.

O que fazer em Penedo com crianças: diversão para todas as idades
Trenzinho, Pequena Finlândia, toboágua e cachoeiras fáceis. Tudo o que funciona de verdade com a família.

O que fazer em Penedo à noite: jantar, lareira e programa romântico
Fondue com queijos sul-mineiros, restaurantes com lareira e o centrinho iluminado no frio da serra.
