8 min de leitura
Penedo é conhecida pelo fondue, pelo centrinho finlandês e pela Casa do Papai Noel, mas quem só fica no centro perde a outra metade da cidade. A serra que abraça Penedo é cortada pelo Rio das Pedras, e é nele que estão quatro cachoeiras de acesso simples, todas de entrada gratuita, que cabem num único dia. E a poucos minutos dali, no caminho para Visconde de Mauá, fica a Serrinha do Alambari, onde estão algumas das quedas mais bonitas de toda a região. Este guia explica qual é qual, qual é boa para banho, qual pede carro e quando ir sem se decepcionar.
A boa notícia é que as quatro cachoeiras de Penedo ficam ao longo da mesma estrada, subindo a serra, então dá para conhecer todas numa manhã. A má notícia, que é melhor saber antes, é que a água é gelada o ano inteiro e que o verão, justamente quando dá mais vontade de mergulhar, é também a época de chuva e de mais cuidado. Vamos por partes, de baixo para cima.

A lógica é simples e vale a pena fixar antes de subir. As quatro cachoeiras mais visitadas de Penedo, as Três Cachoeiras, a Cachoeira de Deus, o Poço das Esmeraldas e as Três Bacias, ficam todas no Rio das Pedras, ao longo da estrada que sobe a serra a partir do centro. Saindo da região da Pequena Finlândia, você encontra primeiro a mais próxima e depois vai subindo. Todas as quatro têm entrada gratuita.
Na prática, isso significa que você não precisa escolher só uma. Dá para encadear as quatro numa manhã, com tempo de banho nas que valem o mergulho, e ainda estar de volta ao centro para o almoço. E quem tem mais um dia pode esticar até a Serrinha do Alambari, ali ao lado, que ganhou uma seção própria no fim deste guia.

A primeira parada e a mais próxima do centro, a cerca de dez minutos de carro da Pequena Finlândia, é a que mais confunde no nome. As Três Cachoeiras não são três cachoeiras espalhadas: são três quedas de água no mesmo ponto. É a mais fácil de alcançar e, por isso, a mais movimentada, principalmente em dias quentes e feriados. Bom para uma parada rápida e fotos
Vale uma ressalva honesta, e é por isso que ela abre o circuito mas não é a estrela dele. Por ser a mais baixa do rio e a mais perto da cidade, há quem considere a água das Três Cachoeiras menos indicada para banho do que a das quedas de cima, e há relatos de pontos mais fundos e de correnteza que pedem atenção. Para um mergulho tranquilo, a recomendação é seguir subindo: quanto mais alto no rio, mais limpa e mais convidativa fica a água. Use as Três Cachoeiras como aquecimento e guarde o banho para a Cachoeira de Deus e para as Três Bacias.

Subindo o rio, está a queda que muita gente aponta como a mais bonita de Penedo. A Cachoeira de Deus é a maior do conjunto, com a água escorrendo por uma grande pedra inclinada até um poço bom para banho, que ainda forma um pequeno tobogã natural na saída. Fica a cerca de quatro quilômetros do centro, e o acesso é por uma trilha curta, de poucos minutos. Bom para casais e para quem curte uma trilha leve
O nível da trilha é fácil, mas há trechos escorregadios no caminho e nas pedras da queda, então tênis fechado com boa aderência faz diferença, e chinelo está fora de questão. Um aviso que economiza voltas de carro: a placa que marca o início da trilha é pequena e fácil de passar reto, então vá atento ao ponto. A entrada é gratuita.
Uma curiosidade que rende boa conversa: a cachoeira nem sempre se chamou assim. No passado, era conhecida como Cachoeira do Diabo, e em algum momento foi rebatizada para o nome atual. A história fica por conta de quem você perguntar na cidade.

Mais acima, o Poço das Esmeraldas de Penedo é um dos pontos mais agradáveis do circuito justamente por unir beleza e facilidade. A caminhada de acesso leva cerca de cinco minutos, e no fim espera um poço de águas esverdeadas e cristalinas, com mata fechada ao redor e um silêncio que contrasta com o movimento do centrinho. Bom para casais e para quem quer beleza sem caminhada longa
Não confunda este poço com o Poço das Esmeraldas da Serrinha do Alambari, que fica em outro município e tem outras características, detalhado mais abaixo. O de Penedo, no Rio das Pedras, é de acesso livre e gratuito, como as demais quedas da cidade.

A Cachoeira Três Bacias é a mais acessível de todas e a queridinha de quem viaja com a família. O acesso é feito por uma passarela de concreto, sem trilha de terra, e a água forma três piscinas naturais em sequência, esculpidas na rocha, com profundidade e correnteza tranquilas. É a melhor opção do circuito para entrar com crianças, e também funciona bem para quem tem mais dificuldade de caminhada. Bom para famílias com crianças
Por ser a mais alta do circuito de Penedo, é também onde a água chega mais limpa e mais fria. Entrada gratuita, como as outras três.

Se você tem um dia a mais e quer ver as cachoeiras mais bonitas dos arredores, vale sair de Penedo e subir até a Serrinha do Alambari, uma Área de Proteção Ambiental a cerca de vinte minutos de carro, na estrada de acesso a Visconde de Mauá. É outro vale, cortado pelo Rio Santo Antônio, com paisagem de montanha e águas frias e cristalinas que valem uma manhã inteira de cachoeira.
Entre os poços mais conhecidos da Serrinha estão o Poço do Céu, o Poço Dinossauro, o Poço da Coruja, a Pinguela e o Poço das Esmeraldas, este último com o nome bem merecido pela água de um verde-claro de tirar o fôlego. É um Poço das Esmeraldas diferente do de Penedo, e justamente o que dá fama à Serrinha. Bom para quem gosta de natureza e chega cedo, com a manhã reservada
Dois avisos práticos. Diferente das cachoeiras de Penedo, algumas quedas da Serrinha ficam em propriedades particulares ou em área de camping e cobram uma taxa de visitação, normalmente paga em dinheiro na entrada, então leve trocado e confirme na hora. E como o acesso final é por estrada de serra, vá com calma e chegue cedo. Reserve a tarde com atenção redobrada ao tempo: vale aqui o mesmo aviso de segurança das cachoeiras de Penedo, que está logo abaixo, porque a Serrinha também é vale de serra e está sujeita a cabeças-d'água.
De carro, o trajeto é direto: do centro, siga a estrada principal que passa em frente à Pequena Finlândia em direção ao Alto Penedo. É essa via que sobe a serra acompanhando o Rio das Pedras e passando, em sequência, pelas Três Cachoeiras, pela Cachoeira de Deus, pelo Poço das Esmeraldas e pelas Três Bacias. À medida que você sobe, a estrada vai ficando mais simples, então reserve calma para o trecho final.
Sem carro, dá para fazer boa parte do circuito de ônibus urbano, que sobe a serra por uma tarifa simbólica, ou contratar um passeio guiado de jipe ou quadriciclo, que sai do próprio centrinho e cobre os principais pontos em cerca de duas horas, sem exigir que você conheça as estradas de terra. Para a Serrinha do Alambari, que fica em outro município, o carro ou um passeio contratado são o caminho mais prático.
Antes de tudo, o aviso que mais importa: cuidado com a cabeça-d'água. No verão, todo ano há pessoas que se acidentam, e algumas morrem, surpreendidas pela subida rápida e violenta do nível do rio. O perigo é traiçoeiro porque a chuva pode estar caindo lá em cima, na serra, com sol onde você está, e mesmo assim a enxurrada desce em segundos. A tarde é o horário mais arriscado, justamente quando as chuvas de verão se formam na montanha. Por isso a regra de ouro é simples e inegociável: vá de manhã cedo e saia da água no começo da tarde, e ao primeiro sinal de água turva, de barulho mais forte rio acima ou de chuva na serra, saia imediatamente do leito do rio e suba para um ponto alto. Nunca tente atravessar ou ficar numa pedra no meio do rio com o tempo fechando.
Passado o essencial sobre segurança, a época também muda a experiência. No verão, de dezembro a março, o calor deixa a água convidativa, mas é o período de mais chuva, com trilhas enlameadas e o risco de cabeça-d'água no auge. No inverno, de maio a agosto, os dias são secos e de céu limpo, perfeitos para caminhar e contemplar, mas a água fica fria demais para a maioria querer mergulho demorado.
A melhor janela para conciliar tudo, sol, cachoeira cheia, pouca chuva e menos gente, costuma ser setembro a novembro, além de abril e outubro. Os detalhes mês a mês estão no nosso guia de melhor época para visitar Penedo.
O circuito não tem comércio no alto, então o que você precisar tem que subir com você. O essencial cabe numa mochila pequena: tênis fechado com boa aderência para as pedras escorregadias, repelente, bastante água, um lanche para o meio do passeio, roupa de banho, uma toalha e uma troca de roupa seca, e dinheiro trocado caso vá até a Serrinha do Alambari. E uma regra que não é só boa educação, é exigência das áreas de proteção ambiental: leve todo o seu lixo de volta. A natureza preservada é o que faz essas quedas valerem a subida.
| Cachoeira | Acesso | Boa para banho? | Entrada | Boa para |
|---|---|---|---|---|
| Três Cachoeiras | A mais perto do centro, fácil | Com ressalva, melhor subir | Gratuita | Parada rápida e fotos |
| Cachoeira de Deus | Trilha curta, com trechos escorregadios | Sim, a maior queda e tobogã natural | Gratuita | Casais, banho em poço |
| Poço das Esmeraldas | Caminhada fácil de 5 min | Sim, água esverdeada e cristalina | Gratuita | Quem quer beleza sem caminhada longa |
| Três Bacias | Passarela de concreto | Sim, piscinas naturais tranquilas | Gratuita | Famílias com crianças |
| Serrinha do Alambari | A cerca de 20 min, rumo a Visconde de Mauá | Sim, as mais bonitas da região | Algumas com taxa | Uma manhã inteira de cachoeira |
Vale a observação que organiza qualquer um desses dias: como todo o circuito de Penedo sai do centro e sobe pela mesma estrada, ficar no centro deixa você no ponto de partida. Você acorda, sobe a serra para as cachoeiras de manhã com a água ainda no melhor horário, e volta a pé para o centrinho à tarde, sem deslocamento longo entre uma coisa e outra.
O City Park Hotel fica no coração de Penedo, a poucos minutos do início da estrada que sobe para as cachoeiras, com piscinas e toboágua para relaxar no fim do dia depois da serra. Se quiser usar o hotel como base para conhecer o Rio das Pedras e a Serrinha do Alambari com calma, entre em contato pelo WhatsApp ou reserve direto pelo site.
O City Park Hotel fica no centro de Penedo, a poucos minutos a pé das principais atrações desta página. Se quiser usar o hotel como base para explorar tudo isso, entre em contato pelo WhatsApp ou reserve pelo site.

Do centrinho à Pequena Finlândia, do fondue às cachoeiras. Um roteiro real, feito por quem mora aqui.

Trenzinho, Pequena Finlândia, toboágua e cachoeiras fáceis. Tudo o que funciona de verdade com a família.

Fondue com queijos sul-mineiros, restaurantes com lareira e o centrinho iluminado no frio da serra.